O curioso caso de Benjamim Button (2008)

17 01 2009

benjaminbutton

 

O Curioso Caso de Benjamim Button é um belo filme, que carrega em sua essência a experiência  rica de um bom livro, nesse caso um conto do grande escritor F. Scott Fitzgerald.

A história do homem que nasce velho e morre bebê é emocionante e similar às estripulias de um Forrest Gump, que é aquele sujeito por quem não se dá nada e que consegue ao longo de sua vida provar o contrário, vivendo fantasias que poucos conseguem. É aquela idéia do American Dream, onde todos podem ter seu lugar ao sol se batalharem por isso. Percebi isso logo no início do filme e tive minha impressão confirmada nos créditos, pois não sabia que o roteirista era Eric Roth, o mesmo de Gump.

A produção do filme é fantástica, com ricos detalhes e caracterização em todos os lugares em que se passa. Outro ponto importante a se ressaltar é a excelente maquiagem, pois quase não reconheci Brad Pitt quando velho. O modo de contar a história é similar a Titanic, ainda mais por usar uma velhinha que conhecia o personagem principal e teve o nele o grande amor de sua vida.

Um ponto a ser observado é a constante presença da morte, as cenas iniciais de Benjamin na velha pensão em Louisiana e a descrição de seus personagens é pura poesia e uma das melhores coisas do filme. Todos os personagens são marcantes, com destaque para Queenie, a mãe de Benjamin Button, interpretada por Taraji P. Henson.

Aliás, falando em atuação, Brad Pitt está ok, mas acredito que se ele realmente estivesse amadurecido como ator, esse seria um dos papéis de sua vida. Ganhando Oscar ou não, ele deveria ter aproveitado essa grande chance, pois o roteiro do filme é ótimo e esse é daqueles trabalhos que todo ator sonha conseguir.

Uma das lições que podemos tirar de Benjamin Button é o quanto devemos saborear cada bom momento que temos em nossa vida. Aliás, o inexorável tempo é a questão central do filme, personificado no belo relógio cujos ponteiros andam em sentido contrário, feito por um pai desolado que gostaria de voltar no tempo e reaver seu filho.

Todos temos escolhas e o livre-arbítrio é uma das maiores armas de qualquer ser humano, pois viver em arrependimento é terrível e desnecessário; e esperar alguma coisa acontecer não leva ninguém a lugar algum.( Aprendemos isso com o excelente personagem – e atuação – de Tilda Swinton).

Por isso siga o meu aviso e aproveite o máximo que puder, pois você pode não ter a sorte de ser atingido 7 vezes por um raio e sair vivo!

A melhor frase que define esse filme é dita pelo capitão Mike (Jared Harris), outro grande personagem do filme: “You can be as mad as a mad dog at the way things went. You could swear, curse the fates, but when it comes to the end, you have to let go”.

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