Maurice Jarre, um gênio (1924-2009)

30 03 2009

Hoje é um dia muito triste para o cinema, pois morreu um dos maiores compositores de trilhas sonoras da sétima arte.  A trilha feita por Jarre para Lawrence da Arábia com toda aquela suntuosidade e exoticidade até hoje me emociona e é uma das coisas mais lindas já feitas para um filme. De arrepiar todos os fios do cabelo.

Quando eu penso num deserto, a sua música grandiosa logo vem à minha cabeça. E quem não conhece o famoso tema de Lara, feita para o épico Doutor Jivago? Maurice Jarre foi responsável por uma infinidade de grandes trilhas para o cinema e mesmo quando o filme não fosse tão bom, seu trabalho sempre era pautado pela qualidade. Ele trabalhava a sétima arte em sua essência, pois todo grande filme merece e deve ter uma trilha de qualidade.  

Com a grande música de Jarre, eu facilmente posso fechar meus olhos e lembrar quando Lawrence apaga a chama do fósforo e nela a famosa cena se funde com a imagem do deserto. E nisso viajar pelas dunas  gritando a plenos pulmões: To Aqaba!!!





Radiohead – um dos melhores shows que já vi e ouvi…

25 03 2009

Esse show sem dúvida vai entrar para a história. Eu considerei o show do REM sensacional, mas o do Radiohead foi de outro mundo! E show fica mais legal quando é feito em lugar aberto e espaçoso. Uns amigos reclamaram que o som no Rio tava baixo na parte do Radiohead, mas aqui em Sampa estava regular no Los Hermanos, com o ajuste dos instrumentos mais baixo e desregulado. Já na entrada do Kraftwerk o som melhorou e no Radiohead o som ficou perfeito (em ambos os sentidos, hehe).

A organização do show foi desastrosa (uma única saída estreita para uma dispersão de 30.000 pessoas?) e quem foi de carro deve ter passado um sufoco imenso, pois o estacionamento dos carros foi improvisado de qualquer jeito e teve muito carro assaltado. Como eu conheço aquela região, pois grande parte dela é o trajeto que faço quando vou ao Morumbi nos jogos do São Paulo, eu sabia me virar. Mas no dia seguinte escutei que tinha gente que demorou até 2 horas para sair de carro do lugar. Além disso, acabou água e comida antes do show pois não tinham mais fichas para venda!? Essa Plan Music tinha que ser processada! mas aqui no Brasil todo mundo já sabe…

Porém,  o show compensou todos os desgastes, pois o clima “bucólico e meio frio” da chácara foi mais um plus, além do excelente trabalho de luze. Extremamente profissionais no palco, com um som que funciona às mil maravilhas ao vivo, os caras do radiohead realmente trouxeram uma produção de show de nível internacional e tocaram por quase 2h e 20 minutos, num total de 26 músicas. Nota 10! Aqui segue o set list de Sampa:

Radiohead 
Chácara do Jóquei, São Paulo
22 de março de 2009

15 Step (In Rainbows)
There There (Hail To The Thief)
The National Anthem (Kid A)
All I Need (In Rainbows)
Pyramid Song (Amnesiac)
Karma Police (Ok Computer)
Nude (In Rainbows)
Weird Fishes/Arpeggi (In Rainbows)
The Gloaming (Hail To The Thief)
Talk Show Host (B-side – Trilha Sonora do filme Romeu e Julieta)
Optimistic (Kid A)
Faust Arp (In Rainbows)
Jigsaw Falling Into Place (In Rainbows)
Idioteque (Kid A)
Climbing Up The Walls (Ok Computer)
Exit Music (For A Film) (Ok Computer)
Bodysnatchers (In Rainbows)

Encore 1
Videotape (In Rainbows)
Paranoid Android (Ok Computer)
Fake Plastic Trees (The Bends)
Lucky (Ok Computer)
Reckoner (In Rainbows)

Encore 2
House of Cards (In Rainbows)
You and Whose Army (Amnesiac)
 True Love Waits (I Might Be Wrong)/Everything In Its Right Place (KidA)

Encore 3
Creep (Pablo Honey)

 

Uma das partes inesquecíveis do show com Thom Yorke acompanhando o povão no coro de Paranoid Android:

Nesse vídeo a imagem tá melhor e mais perto:

Bem, agora vamos voltar à realidade, né? Logo mais volto a postar textos sobre filmes.





Radiohead – tá chegando o grande dia!!!

21 03 2009

O Radiohead toca hoje no Rio e domingo aqui em SP, onde todos os ingressos já foram vendidos.  Além desse grande show, teremos a volta da banda carioca Los Hermanos e um dos precursores do som eletrônico, o Kraftwerk. Enfim, não tem como ser ruim! Agora é esperar o grande momento. Enquanto isso, algumas músicas clássicas e sucessos desta grande banda:





The Spirit estréia nessa sexta aqui em SP…

18 03 2009

Mais um filme de Zack Snyder baseado em quadrinhos estréia nesse fim de semana. Garanhão esse Spirit, viu? Eva Mendes, Scarlett Johansonn, entre outras passam  pela mão (eu disse mão?) do herói. Será que rola? Sei não… Só sei que o Samuel L. Jackson tá estranhíssimo e com um look pra lá de bizarro, mesmo para os padrões de um personagem retirado de um comic book. O elenco feminino pelo menos deve compensar os nossos olhos. É conferir e ver no que deu:





Cena de Mestre #2: Tarantino e o inesquecível Pulp Fiction

18 03 2009

Outra cena que fez meu queixo cair e deixá-lo cansado de tanto rir! Depois dessa, o céu não era mais o limite para Tarantino. Pulp Fiction possui várias cenas memoráveis e essa certamente é uma delas, além de bastante ousada para o até então insosso anos 90:

Outra grande cena, mas dessa vez uma brincadeira divertida com os diálogos memoráveis:





Especial: Batman, o Cavaleiro das Trevas

12 03 2009

thedk

Introdução:

Batman (1989) e Batman Returns (1992), de Tim Burton,  conseguiram recriar o universo particular do personagem, sendo ambos bem sucedidos principalmente na criação de Gotham City e seu clima “dark”, cuja marca é característica desse diretor em seus diversos filmes. Mesmo assim, todos os fãs de Batman sempre reclamaram que o seu personagem principal nunca fora bem representado, pois os vilões sempre chamavam mais a atenção do que o seu herói.

Sai Tim Burton e entra Joel Schumacher, que após a regular adaptação Batman Forever (1995),  dois anos depois retorna com o nefasto Batman & Robin (1997), onde conseguiu enterrar a imagem de um dos maiores personagens de histórias em quadrinhos e uma das mais rentáveis franquias da empresa Warner Bros, algo que só mudaria 8 anos mais tarde, com Batman Begins.

Coube ao diretor inglês Christopher Nolan o enorme desafio  ao aceitar a direção de Batman Begins (2005), principalmente porque a expectativa e cobrança era enorme após o último fracasso. Pode-se dizer que ele excedeu todas as espectativas, pois Batman Begins é o primeiro Batman (Christian Bale) convincente e realista. Um dos charmes desse herói atormentado é o mistério que o rodeia e também por se tratar de um ser humano sem super-poderes, à exceção de seu árduo treinamento nas artes marciais  e habilidade excepcional como detetive e conhecimento de diversas áreas, que são mostrados com grande fidelidade nesse filme. Além de grandes cenas de ação e ótimos efeitos especiais, o foco em Batman Begins é a tragédia pessoal de Batman e seus primeiros passos no combate ao crime organizado e todos os seus esforços de impedir a destruição de Gotham City, maquinada pelo megalomaníaco Ra´s Al Ghul (Liam Neson), um de seus principais mestres no começo do filme.

O importante também foi mostrar Batman como um vigilante com um código moral restrito, que sempre preza a vida alheia, mesmo a do mais terrível oponente, e nunca mata deliberadamente. O único inimigo que tira Batman fora do sério é o demente Coringa, que é a deixa no final desse filme, pois na cena entre Batman e o Sargento Gordon (que só viria a ser promovido a Comissário no próximo filme) o mesmo entrega uma carta de baralho com a figura do Coringa, dando a entender o que a continuação nos reservaria…

 

O Cavaleiro das Trevas (*contém spoilers)

No segundo filme dirigido por Christopher Nolan nem mesmo o maior batmaníaco poderia esperar algo tão brilhante e contundente. Ele não só fez o melhor filme sobre o personagem, como o elevou à categoria de obra de arte.

Nunca no cinema um personagem em quadrinhos recebeu tamanha densidade em sua história e diálogos tão brilhantes (roteiro este escrito pelo diretor com a colaboração de seu irmão, Jonathan Nolan), além de contar com uma gama de atores excepcionais, todos excelentes em seus respectivos papéis.

Heth Ledger está sensacional e demoníaco como O Coringa, mas a força do filme não provêm apenas de sua persona magnética, mas sim do excelente roteiro e de como são trabalhados todos os elementos dos filmes e a relação conflituosa entre os principais personagens: Batman, Coringa, Harvey Dent (Duas-Caras), o agora Comissário Gordon e Rachel Dawes, a ex-namorada de Batman e que agora tem um relacionamento mais sério – e possível – com Harvey Dent (Aaron Eckdhart).

O filme trata de assuntos sérios como comportamento social, ética, heroísmo, corrupção e outros com incrível atualidade e realismo. Ao contrário dos blockbusters atuais, não é apenas uma visão simplista do bem contra o mal: há os diversos lados de uma mesma moeda e paradoxos em abundância, tudo feito com  nuance. Lógico,  a maioria dessas questões são suscitadas pelas ações e desvarios provocados pelo Coringa, que se auto-denomina “um agente do caos” e tem a missão de detonar (em ambos os sentidos) o físico e emocional da população e atingir onde o estrago for o maior  possível.

Detendo-se um pouco na compreensão desse personagem, não há como deixar de admirá-lo, pois o Coringa sempre está, senão a um, mas a dois, três, quatro passos à frente de todos. Seus planos e idéias são tão miraculosamente elaborados, pois prevê com antecedência todos os desdobramentos possíveis. Apesar dele afirmar numa brilhante cena no hospital com Harvey Dent que não planeja nada adiantado, sabemos que ele está mentindo. Aliás, chamá-lo de mentiroso chega a ser um termo vulgar, pois se trata de um mestre na arte da falsa impressão, pois engana a todos com tamanha facilidade, que parece enganar a si mesmo. Pegue, por exemplo, as duas cenas em que ele explica a origem de suas cicatrizes. Para cada situação há uma explicação diferente – e provavelmente inventada no momento – de como ele conseguiu suas cicatrizes. Sua mente pertubada é tão complexa, que na verdade nem ele próprio deve saber a origem de toda a sua maldade.

É um personagem pertubador, e quem realmente quiser analisar com frieza a gênese desse personagem corre o risco de  flertar com a própria loucura, pois ele é o mal absoluto em sua essência e os termos remorso e arrependimento não existem em seu vocabulário. Uma das grandes sacadas do filme é não tentar uma explicação certinha sobre a origem desse vilão, pois seria como perguntar de onde surge todo o mal. É uma pergunta sem resposta desde o início dos tempos, o que incomoda e intriga ainda mais o espectador por nos deixar no terreno do impalpável. A sua frase-chave para Batman é aquela dentro da sala de interrogatório, onde o Coringa mostra como as leis de nosso mundo são frágeis e que não há como querer controlar as coisas do nosso jeito, pois isso é impossível. Coringa reconhece em Batman uma parte de si mesmo, que não pode ser arrancada, pois são ambos são frutos de uma sociedade doentia. Lembre-se do momento em que ele diz para Batman a fala memorável: – Você me completa. Nesse momento, percebemos que Coringa é um personagem muito mais consciente de sua condição do que Batman, que enfurecido com tal possibilidade, rejeita sua semelhança com seu arqui-inimigo e parte para a violência brutal.

Uma das várias preciosidades do filme é a transformação do promotor público Harvey Dent no vilão Duas-Caras. O ator encarregado, Aaron Eckhardt, assumiu com grande propriedade a  dimensão da personagem mais trágica do filme, que à princípio acreditava que o mal podia ser impedido pelas nossas ações.

Harvey Dent seria aquele que traria paz e justiça para a cidade sem a necessidade de se esconder sob uma máscara e com o amparo da lei. Porém, depois se torna um fatalista onde as coisas acontecem ao acaso e podem ser decididas pelo simples ato de jogar uma moeda ao alto e deixar o destino escolher. A sua perfomance é convincente e chega a dar pena a perda de sua fé na vida humana após a via-crucis tortuosa e dolorida que sofre.

Outra bela cena, quase no final do filme, é a luta entre Batman e Coringa nos andaimes, onde o Coringa é salvo por Batman de uma queda, mostrando ao vilão que seu código de honra e respeito à vida nunca é quebrado, mesmo numa situação onde Batman teria mil motivos para desejar a morte do seu inimigo. A câmera dá um elegante giro de 180 graus ( em que o Coringa fica pendurado de ponta cabeça) e daqui sai mais uma pérola dele:

– É isso que acontece quando uma força incontrolável encontra um objeto irremovível.

A cena final do filme entre Batman e o comissário Gordon é espetacular. Na tentativa de levar uma vida normal e querer se livrar da alcunha de herói-vigilante – algo que ele tenta durante a maior parte do filme com a possibilidade de transformar Harvey Dent no “cavaleiro branco” de Gotham – o contrário acontece.

Num ato estóico, Batman assume para si o fardo de carregar crimes não cometidos por ele para o bem da população de Gotham, que precisava acreditar ainda existir o bem entre nós.  Ali nasce o verdadeiro herói, o mais completo, aquele que abdica de sua vida pessoal por um bem maior. Como bem colocado pelo Comissário Gordon no final do filme:

Because he’s the hero Gotham deserves, but not the one it needs right now. So we’ll hunt him because he can take it. Because he’s not our hero. He’s a silent guardian, a watchful protector. A dark knight”.

Batman, resignado, aceita sua missão amarga que durará por muitos e muitos anos… E se depender de seus fãs, não acabará nunca.

 

PS.: Como muitos devem saber, esse novo Batman se trata de uma trilogia e muitas dúvidas surgem sobre o futuro da mesma: como manter o mesmo padrão após esse grande trabalho? Manter o Coringa como vilão no terceiro filme? Mesmo após a morte de Heath Ledger, não teria alguém à altura para fazer o mesmo papel? Acrescentar ou tentar novos vilões? Como criar problemas e desafios tão interessantes quanto para Batman? São perguntas que com certeza já passam pela cabeça do diretor e produtores do filme. Acho muito difícil ele conseguir novamente colocar tantos dilemas morais com a mesma intensidade e destreza, mas torço que ele consiga fechar a trilogia com chave de ouro. Porém, com certeza, será o desafio mais difícil de sua já brilhante carreira. Good Luck!

 

joker-poster





Grandes Cineastas #1: Jim Jarmusch

9 03 2009

jim-j

Jim Jarmusch é conhecido como o cineasta americano independente (palavra que ele mesmo odeia) dos anos 80 que deu voz às pessoas insignificantes e excluídas da sociedade, ou mesmo aquelas que são simplesmente estranhas e fora do conceito padrão, como ele mesmo.

Cult é uma definição que persegue todos os seus trabalhos, desde a sua obra-prima “Estranhos no Paraíso” até o mais recente “Flores Partidas”. Um interessante longa de sua filmografia é o semi-documentário “Sobre Café e Cigarros”, projeto inicado em  1986 e que só foi lançado em seu formato final em 2004, pois se trata de várias conversas feitas ao longo desses anos com amigos e gente famosa da maneira mais descontraída possível.

Nascido em Akron, Ohio, em 22/02/53, Jarmusch fixou residência em Nova York, onde foi aluno do grande cineasta Nicholay Ray, um de seus incentivadores, na famosa  New York Film School. Seus estudos não foram até o fim, pois na sua urgência de filmar algo, logo abandonou os mesmos utilizando o dinheiro de sua bolsa para custear seu primeiro filme, Permanent Vacation (1980).

A princípio, o filme não foi bem recebido por seus professores, com exceção de Ray, que o ajudou. Filme de baixíssimo orçamento mas cheio de criatividade, Permanent Vacation abriu os olhos da crítica para esse talento promissor.

Seu filme seguinte, Estranhos no Paraíso (1982), é considerado por muito sua obra-prima e definitivamente colocou Jarmusch como um nome a ser respeitado. Aqui já se percebe os temas principais que irão pontuar toda a sua carreira daí em diante: longos planos reflexivos, personagens desencontrados, a decadência da cultura americana, a comunicação entre culturas diferentes e principalmente a falta da mesma.

Jim Jarmusch formou no cinema uma das parcerias musicais mais criativas de sua história com Tom Waits, responsável pelas trilhas e canções dos seus melhores filmes. Jarmusch/Waits formam uma união perfeita, incorporando ideias quanto à ambientação e estética como ninguém. É só escutar aquela sua voz rasgada e rouca e imediatamente podemos nos transportar ao universo onírico de Jarmusch. É importante também lembrar a parceria  de Jarmusch com o músico John Lurie, que também atuou em alguns de seus filmes, além de compor as trilhas.

Falando em parcerias, outra que Jarmusch não abre mão é a do seu fotógrafo, o holandês Robby Müller, que consegue criar todo aquele clima etéreo e frio que seus filmes costumam pedir. Aliás, o cinema de Jim Jarmusch tem esse feeling todo europeu, mas que fala de coisas americanas e expõe uma realidade que não é a vendida pelo sonho americano. Daí a ele ser muito mais reconhecido pelos europeus do que por seus “compatriotas”.

Todos os seus filmes possuem cenas memoráveis, como o hilário diálogo de Roberto Benigni com o taxista em Uma Noite Sobre a Terra (1991) – seu filme mais bem sucedido financeiramente. O mesmo Benigni em Down By Law (1983), como o forasteiro italiano tentando entender as palavras em inglês, com seus amigos presidiários Tom Waits e John Laurie pouco ajudando, oferece momentos impagáveis. Quem se esquece da cena do sorvete?

A dinâmica de seus personagens oferece uma abordagem honesta, comovente e a mais despojada e natural possível. E sempre em lugares decadentes onde quase ninguém olha ou dá importância.

O método de trabalho de Jarmusch é melhor definido por ele mesmo: “Eu me sinto melhor quando estou filmando. Filmar é como sexo. Escrever o roteiro é como a sedução, então a filmagem em si é o sexo, pois você está fazendo o filme com outras pessoas. A edição é como estar grávido, então você dá a luz e eles levam o seu bebê embora. Depois desse processo feito, eu irei assistir o filme  mais uma vez com um público pagante sem que ele saiba que estou na sessão, e então eu jamais o verei novamente. Me canso disso tudo.”

Apesar de estar quase inativo nesta década, o ano de 2009 promete mais um bom filme de Jim Jarmusch: The Limits of Control, que possui gente como Tilda Swinton, Bill Murray, Gael Garcia Bernal e John Hurt em seu elenco. 

Outros filmes a se destacar de Jarmusch são: o irônico Mistério Trem (1989), o anti-western Dead Man (1995) – com o seu colega e agora superstar Johnny Depp, o filme de samurai mais maluco que já vi, Ghost Dog (1999) e o poético Flores Partidas (2005).

Todos filmes à altura de um dos cineastas mais representativos de seu tempo.

 

FILMOGRAFIA:

 

“Pemanent Vacation” (1980)
“Estranhos no Paraíso” (Stranger than Paradise, 1983)
“Daunbailó” (Down by Law, 1986)
“Coffe and Cigarettes” (1986)
“Trem Mistério” (Mistery Train, 1989)
“Uma Noite sobre a Terra” (Night on Earth, 1991)
“Dead Man” (1995)
“Year of the Horse” (1997)
“Ghost Dog, Matador Implacável” (Ghost Dog, 1999)
“Ten Minutes Older: the Trumpet” (2002)
“Sobre Café e Cigarros” (Coffe and Cigarettes, (2003)

“Flores Partidas” (Broken Flowers, 2005)