Darkness Falls Across The Land

29 06 2009

THRILLER 25th - Cópia

Darkness falls across the land
The midnight hour is close at hand
Creatures crawl in search of blood
To terrorize your neighbourhood
And whosoever shall be found
Without the soul for getting down
Must stand and face the hounds of hell
And rot inside a corpses shell
The foulest stench is in the air
The funk of forty thousand years
And grizzy ghouls from every tomb
Are closing in to seal your doom
And though you fight to stay alive
Your body starts to shiver
For no mere mortal can resist
The evil of the thriller

Michael Joseph Jackson ( Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de Junho de 2009)

R.I.P.

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Boêmio Encantador (1938)

24 06 2009

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Quem não gosta dos filmes americanos dos anos 30 e 40, as famosas “screwball comedies” ou é porque não conhece ou não deve bater muito bem da cabeça. Esse filmes foram feitos na época da Grande Depressão americana. Não há grandes cenários e nem aqueles melodramas gigantescos e as principais caractéristicas deles são os diálogos inteligentes e ousados, uma mudança de valores nos papéis sociais e principalmente o bom humor. Tudo isso numa velocidade incrível. Eu acho que a dureza desses tempos fez todo mundo ficar esperto, não perdendo tempo com balelas e indo direto no ponto.

Boêmio Encantador é o menos conhecido deles e na época fracassou na bilheteria, mas mesmo assim é um exemplar genuíno desse tipo de filme americaníssimo tanto quanto os westerns. O grande diretor Geoge Cukor, o responsável por esta pequena obra-prima, é mais conhecido, por exemplo, por filmes como Núpcias de Escândalo (1940), Costela de Adão (1949) ou Nascida Ontem (1950).

Cary Grant e Katharine Hepburn, vindos logo após a obra-prima e screwball comedy por excelência Levada da Breca (1938), de Howard Hawks, já se conheciam e possuiam um entrosamento natural e incomum. Aliás, que atores! Não há mais o encantamento, charme e simplicidade que atores desse calibre possuem. São verdadeiros mitos, em sua essência cinematográfica. Eu desafio e sei que poucos atores atuais teriam o mesmo jogo de cintura e carisma. É simplesmente talento natural.

Johnny (Grant) conhece Julia (Doris Nolan), irmã de Linda (Hepburn) numa viagem. Logo se apaixonam perdidamente e resolvem se casar. Mal sabe Johnny a enrascada que se meteu, pois Julia é filha de um banqueiro riquíssimo (Henry Koller) e de família tradicional, os Seatons. Por isso deve passar por uma série de exigências do pai da noiva para que o casamento seja aprovado. Johnny, com ideais liberais e espírito independente, ainda não encontrou um sentido para a sua vida no mundo e acredita que a riqueza material proporcia meios para uma auto-descoberta, mas não é o seu objetivo final.

O filme possui uma crítica velada (ou nem tanto) ao capitalismo e tem cenas memoráveis. Um dos destaques é o elenco secundário: Edward Seaton (Lew Aires), irmão de Julia e Linda, está impagável como o alcoólatra rico e frustado, sempre com uma tirada esperta sobre o modo de vida dos ricos. Além dele, o casal cômico Potter (Edward Everett Horton e Jean Dixon), amigos de Johnny, reforça a idéia de que a felicidade ou um modo de vida mais satisfatório é mais facilmente encontrado na simplicidade do que na soberba dos ricos.

Boêmio Encantador é por isso mesmo um pouco mais sério e menos espalhafatoso que outros do gênero e talvez não tenha sido devidamente apreciado. Agora finalmente saiu em dvd no Brasil. Veja e comprove.

Como todos filmes dessa época e estilo, a duração é  curta e o ritmo do filme é tão rápido que quando você vê, já acabou… deixando sempre aquele gostinho de quero mais. Programaço.





Linha de Passe (2008)

24 06 2009

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Linha de passe é um filme extraordinário. É daqueles filmes que fazem você sentir orgulho de ser brasileiro e ver uma luz no fim do túnel. Eu o revi recentemente, pois ano passado não tive tempo de escrever a respeito do mesmo. Daí pensei comigo: “se for pra escrever alguma coisa, tenho que estar inspirado”, pois um filme desse calibre merece todo o meu respeito e admiração. Na minha opinião, se tem alguém capaz de um dia ganhar um Oscar brasileiro de melhor filme, esse alguém se chama Walter Salles, que aqui divide a ótima direção com a não menos competente Daniela Thomas.

É como eu digo para meus amigos: ” As melhores coisas da vida são as mais simples possíveis e feitas sem esforço aparente.” É o que acontece com este filme, desde seu roteiro primoroso até a atuação minimalista de seus atores, nada parece estar fora do tom. A sensibilidade irradiante deste filme toca até o mais duro coração e a descrição de seus personagens é extremamente complexa, sem ser pedante e artificial. Tem o talento de lidar com situações desagradáveis mas nunca é maçante e a atenção do espectador é presa do começo ao fim.

A história mostra o cotidiano de uma família paulistana tentando combater a sua falta de recursos e alcançar o tão almejado “lugar ao sol” ou ao menos um modo de vida mais digno. Esse quinteto familiar é composto pela mãe e chefe de família, Cleuza (Sandra Corveloni, numa atuação espetacular, que lhe rendeu o Cannes de melhor atriz) e seus 4 filhos e suas ocupações detalhadas magistralmente: Denis (motoboy) , Dario (aspirante a jogador de futebol), Dinho (frentista de posto) e Reginaldo (um pivete folgado à procura de seu pai).

Cleuza é uma mãe batalhadora, corinthiana roxa  e trabalha como empregada doméstica à espera de seu quinto filho sem pai! Denis, enrolado dos pés à cabeça, vive duro e correndo atrás de dinheiro para pagar a pensão de seu filho; Dario, luta para passar em diversos testes de peneira e conhece a dura realidade do mundo da bola; Dinho, crente fervoroso, tenta aceitar Deus e compreender seus desígnios misteriosos e os difíceis testes de provação postos em seu caminho. Por fim, temos Reginaldo, o mais novo dos quatro, que nunca conheceu seu pai e tal qual o mesmo, sonha em ser motorista de ônibus.

O mais impressionante neste filme é a tranquilidade e serenidade com que a história é desenvolvida. A edição ágil acompanha um a um e nunca se perde. A câmera registra isso num estilo quase documental, o que torna o filme coeso e extremamente equilibrado, fornecendo um panorama realista de todos os personagens. E o melhor é que não há comiseração pelas pessoas, não há redenção e esperados finais felizes. Tudo é sugerido muito sutilmente. O filme todo é de uma poesia dura, convicta e que aperta na ferida sem dó.

A linha de passe perfeita na vida não existe. Ou se existe, ela é feita de saber superar seus obstáculos diários, de enfrentá-los de peito aberto, cabeça erguida e sempre pronto para o drible desconcertante. Coisa que o povo brasileiro é mestre.

Nota: 9 com louvor





Hey… I´m back!

17 06 2009

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Preguiça, muito trabalho, pouco trabalho, etc, etc. São tantas as desculpas que eu posso dar que nem vale a pena, mas o que importa mesmo é que estou de volta! Essa semana voltarei a postar minhas impressões sobre o nosso pequeno grande universo.  Abraços a todos os meus poucos e fiéis fãs!!!